O lamento do saxofonista cego
Funde-se à tarde de sábado
Aos bêbados e às putas
Da Rua do Ouvidor
Na Praça XV
A zabumba
O triângulo
A sanfona
Cantiga de ave ferida
Nordeste que teima...
Meu povo
Meu povo
Eternamente de pé
Contrariando o hino
Sem berço
Sem Mar
Sem Céu
Dureza amarga
Puta que pariu
Chega !
E a volta
Das bôcas rubras
Rangendo a raiva antiga
E o gol anulado
O juiz ladrão
Carnaval adiado
E um merda fincado
No cu da noite
Meu povo
Meu povo
Eternamente de pé
Contrariando o hino
Sem berço
Sem Mar
Sem Céu
Dureza Amarga
Puta que pariu
Chega !
Luiz Antonio Ferraz
sexta-feira, 19 de março de 2010
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