O meu centro
È um horizonte
de cinzas
A nossa casa
Irmão
Se desarrumou
A poeira
Grassou
Nossas camas
Os corredores
São grandes
Demais
O mato
Tomou conta
Da nossa casa tão bela
E eu não sei
Que dia é hoje
Se chove
Se faz sol
Ou se tém mar
Lá fora
Os abutres famintos
Em volta dos pórticos
Das nossas janelas
E eles querem
Nossa cabeleira negra
Tão negra
Nossa carcaça frágil
Nosso sonho de Adão...
Luiz Antonio Ferraz
sexta-feira, 19 de março de 2010
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