Uma Cabeça Obtusa Em Meio A Espaços Vazios
O vácuo
Minha noite povoa
Lembranças sou
Do que deveria ter sido...
Da madrugada
O rastro do Norte
Perdi...
Desapreendido
Intranquilo
Ao sabor das vagas
Coração vagueia...
Do que sou
Ecos ocos
Do que ser
Incógnito...
O você
Não sei se assino
Ou em traças
Assassino...
Mudo
Meu verso...
Luiz Antonio
Jan. 2009
REENCONTRAR
Não há nada de errado
Com a gente
A vida quis assim
A praça e os pombos
O que existe
Atrás das lentes
Nossas vontades...
Meu medo
Teu medo
Não há nada de errado
Em ser voraz
Ou sensato
Futuro ausente
O presente
Aurora de nadas...
Luiz Antonio
Janeiro de 2009
MEU CONTINENTE
Essa manhã
Você me acordou
Feito pororoca
Agitando minhas águas
E eu me perguntei
Que louca invenção
te moldou
Tamarindo maduro
Vinho de buriti
Maíra das águas
A me tragar
Você
Profanamente sagrado
Cristalinamente Negro
Meu porto de Santarém...
Luiz Antonio
Jan. de 2009
AZUL
O sol
Não advinhou
Você
Que
De
Tão só
Lindeza
Voou...
Luiz Antonio
Jan. 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
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