sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

POEMAS

Uma Cabeça Obtusa Em Meio A Espaços Vazios

O vácuo
Minha noite povoa
Lembranças sou
Do que deveria ter sido...

Da madrugada
O rastro do Norte
Perdi...

Desapreendido
Intranquilo
Ao sabor das vagas
Coração vagueia...

Do que sou
Ecos ocos
Do que ser
Incógnito...

O você
Não sei se assino
Ou em traças
Assassino...

Mudo
Meu verso...


Luiz Antonio
Jan. 2009


REENCONTRAR

Não há nada de errado
Com a gente
A vida quis assim

A praça e os pombos
O que existe
Atrás das lentes
Nossas vontades...

Meu medo
Teu medo
Não há nada de errado
Em ser voraz
Ou sensato

Futuro ausente
O presente
Aurora de nadas...

Luiz Antonio
Janeiro de 2009

MEU CONTINENTE

Essa manhã
Você me acordou
Feito pororoca
Agitando minhas águas

E eu me perguntei
Que louca invenção
te moldou

Tamarindo maduro
Vinho de buriti
Maíra das águas
A me tragar

Você
Profanamente sagrado
Cristalinamente Negro
Meu porto de Santarém...

Luiz Antonio
Jan. de 2009

AZUL

O sol
Não advinhou
Você


Que
De
Tão só

Lindeza

Voou...


Luiz Antonio

Jan. 2009

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