Ele não usa grife, não deseja ser um manager, não gosta de ternos (nacionais ou importados), não grita com jogadores, respeita a torcida que o adora e apoia. Ele vem dum tempo onde o futebol era leve e a bola escorria pelo Maracanã de tardes inesquecíveis, bola obediente aos mestres pois a bola é caprichosa e só obedece a quem sabe comandá-la com maestria, leveza , elegância. Andrade jogou ao lado de Adílio, Zico, Leandro, Bebeto. Andrade é da geração dos anos 80 do flamengo, uma época em que os volantes tratavam a bola com elegância, magia, carinho, amor e dedicação ao clube ! Tenho saudade desse tempo, sou um saudosista assumido. Com raríssimas exceções não gosto do futebol de hoje : de força, sem plasticidade, maltratando a bola, baixo nível técnico, treinadores de grife ridículos, fracasso do futebol técnico e plástico, treinadores que querem ganhar entre 300 e 500 mil. No meio desse lixo, Andrade chorando no dia da morte do Zé Carlos, foi a coisa mais linda e digna que eu vi nos meus 64 anos de vida !
Um bem te vi baila sobre a tarde do Maracanã, e Andrade, negro, simples, amante do futebol antigo, amigo dos jogadores, é o mais belo e justo hexa campeão ! Eu fico feliz de estar vivo nesse momento !
Luiz Antonio Ferraz
11/12/2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
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cara é isso ai. o grande lançe para quem escreve poesia é ter seu blog. parabens,poesias muito boas.
ResponderExcluireu tambem arrisco as vezes.
o diga-me o que acha.
Orquídea lilás no jardim.
Acachapado plugado na algibeira
Minha Rúcula espinha oscilou
A traquéia bufoneou
Trovão transfigurou
A sala derramando plânctons urutus buliçosos
Ruídos incólumes traspassaram multicolor
Quarta feira antes troçar o macabro andarilho
embrenhado no milharal.
A lêndea oval ainda corre no horto
O peido da lebre sombreia a clareira
Píncaro grasnando desdenha
Lachê em síria Amã e Frisco
Alcei vôo na madrugada abissínia
A águia rapina porte-fole dilacera-se
Assombra sombraçelha o olho
A merda no espelho levadiço
Arranco porta ladrilho do suéter largado
Párias muxoxo de ocidentais mal educadas
Ando lépido em lugares que levam a nada
Meu corpo elétrico voa por teu macilento desespero
Atravesso a cidade vomitando bílis
Caneta que escreve excremento no poço
Cérebro entorta a madrugada
Manidestra masturbação
Olho-me prostrado imóvel e
Colado.
Minha carne confundiu-se a forças titânicas
Rastejo no carpete ondular
Rolo nácar casca de marfim
Gatázio na catedral reviro o baú terrível
Deparo-me apanho o livro,
Não tem nada escrito.
As palavras cegan-me
Mastigo maçãs na doce manhã bestial
Ass, julio vulgo, lathea
Amigo Júlio !
ResponderExcluirBelo poema , daqueles que rasgam a carne da palavra !
Bravo !
Tonho
Oi, Tonho!
ResponderExcluirMe identifiquei demais com o que disse sobre o Andrade. É, sem dúvida, o mais merecedor de ocupar o posto que ocupa. Ele é a dignidade em forma de gente!
Beijos